Ysolda Cabral em Prosa e Versos

Uma pessoa que chora e ri de alegria, tristeza ou saudade, sem nenhum pudor...

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COMUNICAÇÃO NO TRÂNSITO



Num digo que ando mole?! Ninguém acredita, mas é a pura verdade.

Nestes últimos dias tenho me empenhado para colocar minha casa em ordem, principalmente, a que abriga a minha alma. Para tanto, ando escrevendo menos e lendo bastante. Caminhado e nadado no mar, o qual anda se “enchendo” muito cedo. Acho que de pirraça por eu ter tido medo dele noutro dia quando me deu aquele “caldo”. Mas, tudo bem! Fizemos as pazes.

De repente recebo um telefonema urgente da minha chefe e tenho que sair às pressas.

De onde moro até o meu trabalho, a distância é de aproximadamente 12 km. Uma distância que poderia fazer tranquilamente em 15 minutos, não fosse pelos semáforos – uns cinqüenta – os quais advinham que estou apressada e fecham na minha cara.  

E as lombadas eletrônicas?! Perdi as contas de quantas existem e elas também me perseguem... Ora, se não se pode exceder a 60 km, por que diabos os motoristas passam a 30 km p/h?! – Pense no transtorno!! Devia haver punição também nesses casos.

Bom, lá vou eu toda contente da vida por encontrar o trânsito relativamente fácil, os semáforos cooperando e achando que vou conseguir atender ao chamado de minha chefe em tempo hábil, quando me deparo com a última lombada eletrônica do percurso...

De repente, surge na minha frente, assim  do nada,  uma Mercedes conversível, conduzida por uma “senhora” que, me obriga a acionar o freio com todo o meu reflexo e habilidade para evitar uma colisão.  Eu ia a 60, no meu velho e querido pálio e ela a menos de 30, em seu “carrão”!!!

Respirando aliviada percebi que ela me olhava pelo retrovisor com ar de censura e indignação. Eu ri paciente e com bom humor como a lhe pedir desculpas - por humildade e não por ter cometido alguma falha, esta era dela - quando cai na asneira de querer lhe lembrar que ali a velocidade permitida era de 60 km p/h e não 30. Então, com as mãos apoiadas no volante, lhe mostrei os cinco dedos da mão esquerda e o indicador da mão direita. Logo em seguida, abaixei os cinco dedos da mão esquerda, e, o indicador da mão direita juntei ao polegar e mostrei a ela.

Danou-se tudo, a “elegante senhora” não teve dúvida e diminuindo ainda mais a velocidade, tirou a mão direita do volante e mostrou-me, dos seus “delicados dedinhos”, o “maior de todos”. E foi assim que ultrapassamos a lombada. Eu dando risada e ela, de dedo em riste, morrendo de raiva  

Mais afinal, o que será que ela entendeu com a minha criativa forma de comunicação gesticular de trânsito?!!  (Rsrs)

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Ysolda Cabral
Enviado por Ysolda Cabral em 29/12/2008
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