Ysolda Cabral em Prosa e Versos

Uma pessoa que chora e ri de alegria, tristeza ou saudade, sem nenhum pudor...

Textos

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Foto: Ilo  e a sua bela esposa Angela 


ILO, GRANDE IRMÃO
Ysolda Cabral  


 
 
Domingo, já passada a Hora da Ave-Maria, senti vontade de escrever alguma coisa. Mas, o cansaço é tão fenomenal que nada me ocorre de muito interessante para escrever.

Contudo, aqui estou! Afinal é domingo e nesse dia eu não poderia deixar de escrever algumas linhas, para os meus dois ou três leitores, fiéis, não reclamarem. - Não gosto de reclamação!

Gosto de reclamar! E lá vai:  ontem, depois de dormir a tarde inteira, resolvi fazer uma faxina, aproveitando que minha filha havia ido passar o final de semana fora – ela é muito alérgica a poeira. Disposta como nunca, acendi todas as luzes, abri todas as janelas do apartamento e comecei a faxinar com vontade!

Por volta das 23h., dei uma parada para descansar, conversando um pouco com a minha amiga poetisa, Nana Okida, via FaceBook, e, quando voltei aos meus "embalos de sábado à noite’’, um bicho voador, desconhecido, resolveu invadir a casa e cair justo numa sacola de compras, que estava sobre uma prancha, na sala de estudos de minha filha, e lá ficou meio que preso. Paralisei, literalmente! – E agora?...

Respirei fundo, me enchi de coragem para pegar o inseticida, porém quanto mais eu pulverizava, mais o "bicho" se debatia dentro da sacola.  – Será uma barata voadora e das bem grandes?   – Meu Deus do Céu, o que faço? 

Até que não escutei mais nenhum ruído. – Será que morreu? Ou será que foi embora e não vi? De qualquer maneira não vou limpar mais nada, decidi. Isso já era mais de duas da manhã. Tomei um banho e fui me deitar.

- Quem disse que eu consegui conciliar o sono?

Por volta das 09 horas, de hoje, liguei para Ilo, meu irmão, contando o ocorrido e pedi para que viesse aqui verificar a sacola.  - Vai que o bicho ainda estava lá e vivo? - Ai, meu Deus!

E ele me respondeu: "Ysolda, liga para os Bombeiros, pois eu daqui já estou com medo!” E desligou chorando de tanto rir, DE MIM! - Isso é lá irmão que se apresente?!

Quanto à sacola? Há pouco, eu e a minha filha, reunimos toda a nossa coragem, e, com um cabo de vassoura, voamos a dita cuja janela afora, para ela nunca mais servir de arapuca, armadilha ou abrigo de nenhum bicho voador. 

- Sacola mais esquisita!

 
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Praia de Candeias – PE
Em maré alta de coragem
Em 10.04.2016
Ysolda Cabral
Enviado por Ysolda Cabral em 10/04/2016
Alterado em 11/04/2016
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