Ysolda Cabral em Prosa e Versos

Uma pessoa que chora e ri de alegria, tristeza ou saudade, sem nenhum pudor...

Textos

Praia de Candeias, 27 de outubro de 2017.


Meu Poeta,

 
Você não imagina o quanto dói saber que você hoje se foi para a casa do nosso Pai, apesar de você ter me dito, ainda  ontem mesmo, do seu enorme cansaço de lutar numa luta tão desigual. Mas, tanto eu, quanto você, sabíamos que essa luta iria até quando você estivesse pronto. E que guerreiro valente você foi! Ah, meu poeta preferido e tão amado, como você fará falta! Dizer da minha tristeza eu não saberia, mas sei dizer da honra e da alegria que foi dividir com você tantos trabalhos, também desiguais. Desiguais sim! Sei que você não gostaria de ler isso, mas sua poesia era perfeita e seus sonetos, verdadeiras obras de arte.  A Literatura basileira fica hoje mais pobre  e a minha poesia tão sozinha! 

E, para lhe homenagear, reedito um dos nossos primeiros duetos, aproveitando para, mais uma vez, registrar a minha admiração, amor e gratidão a você que, para mim, foi e sempre será o maior Poeta da atualidade brasileira.  

Sua  musa-sorriso,

Ysolda Cabral 

 
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EU, YSOLDA CABRAL
 
  
Sou matuta nata de Caruaru
Nascida em vinte e dois de abril
Feia e mal apanhada
Diz todo mundo que viu
 
Com o tempo fui melhorando
E tal qual um passarinho
Aprendi fazer biquinho
E a todos fui conquistando
 
Quando cheguei à puberdade
Achavam-me uma beldade
Porém eu não gostava
E com a fealdade eu sonhava
 
Até que cheguei numa idade
De achar tudo besteira
Pois o que vale na verdade
É a minha essência fagueira  
 
Hoje sou o resultado
De tudo que nunca quis
Porém o meu amado
Sabe que sou feliz. 

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Recife - PE
14.08.2012
Apenas Ysolda 

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EU, ODIR MILANEZ


Sou leva do longe do tempo,
que é breve,
e escrevo o que escreve
o destino de mim. 

Sou feito do fim,
a partir do começo,
por isso me esqueço
dos dons de onde vim.

Sou crente da crença
dos credos antigos,
das mãos dos amigos
que a vida levou.

Sou forma imperfeita 
de forma incompleta ,
apesar do poeta
que abrigo no peito.

Eu sou a desfeita
que foge ao primor,
sou cria do amor
em cópia mal feita.

Eu sou o não sou,
das sobras desenho,
sou eu que me venho
do que me restou...


JPessoa/PB
15.08.2012
oklima
 
**********
 
Ysolda Cabral e Odir Milanez
Enviado por Ysolda Cabral em 14/08/2012
Código do texto: T3829750 
Classificação de conteúdo: seguro

 
Ysolda Cabral
Enviado por Ysolda Cabral em 27/10/2017
Alterado em 03/11/2017

Música: VIOLINO TRISTE E PIANO - INSTRUMENTAL

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