Ysolda Cabral em Prosa e Versos

Uma pessoa que chora e ri de alegria, tristeza ou saudade, sem nenhum pudor...

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O CONTO DO ARNALDO
Ysolda Cabral 



Ano novo em curso e já bem acelerado, perspectivas limitadas às coisas impossíveis e estapafúrdias. Valores atrapalhados, deturbados e esquisitos. - E é assim que tudo vai indo, nada vindo!...

Entretanto, os planos do Arnaldo mudaram num passe de mágica, e, pelo visto, DELE, as perspectivas são fantásticas! Nada que um bom golpe do baú não resolva. Então, decidiu, investir nele e nos últimos três meses começou a malhar pesado, tão pesado que quase teve um piripaque.

Foi ao médico e ele disse que o seu caso era grave e foi bem claro quando falou: '' - Ô Mané, digo Arnaldo, manera aí cara! Diminui essas bombas e vai com calma!''. - Claro que ele maneirou! - Comprou um relógio que mostra a hora, a sua pressão arterial, os batimentos cardíacos – tudo pelo Mercado Livre -, e continuou na busca do corpo perfeito com o intuito de ganhar aquela menina dos seus sonhos; ''uma riqueza de belezura!''

Mas, contudo, todavia, com o aumento de tudo e pela hora da morte e num país desgovernado e louco, melhor esquecer a bela menina e pensar em outro investimento, quando, pela obra do destino, soube que o chefe era milionário - dono de armazéns, casas, sítios, fazendas de gado e pai de uma única filha. E, mesmo sabendo da sua pouca idade, não viu grandes problemas nisso. - Sabia esperar!

Pensando em desacelerar na malhação, afinal teria bastante tempo até que a sua escolhida pudesse se casar, sofreu um duro golpe: descobriu que a garota era muito esperta, muito segura e jamais abriria mão da sua herança para ninguém. - Que desalmada! Pensou Arnaldo.

Mas, sempre cheio de ideias para saídas estratégicas, foi fácil encontrar a melhor solução para o seu caso: resolveu pedir o chefe em casamento. Entretanto, seus planos foram por água abaixo, não pelo fato dele já ser casado – Arnaldo se garante e o divórcio viria de imediato -, mas pelo fato de ter flagrado o chefe, considerando a hipótese de fazer um empréstimo para acalmar o ''Leão’'' que adora morder, PARA MATAR, aposentado que trabalha.

E foi assim que o Arnaldo caiu no seu próprio conto do vigário, e, agora, sem pretendentes, cogita uma nova saída que, só Deus sabe qual será.


 
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Praia de Candeias-PE
11.01.2018
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade sem pudor.
www.fugindodocontexto.blogspot.com.br

* Qualquer semelhança é mera coincidência.
Ysolda Cabral
Enviado por Ysolda Cabral em 11/01/2018
Alterado em 11/01/2018
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